Frio risco de #AVC e #infarto cresce com queda na temperatura

Reportagem: Fabrizio Gueratto

Uma forte frente fria esta avançando sobre o território brasileiro derrubando as temperaturas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O frio mais intenso do ano deve se manter firme ao longo destes dias, com mínimas abaixo de 10 °C em diversas capitais e até 0 °C nas serras do Sul. Em Porto Alegre, os termômetros devem registrar entre 7 °C e 10 °C nas madrugadas; em São Paulo, a variação será entre 10 °C e 12 °C; e no Rio de Janeiro, entre 11 °C e 13 °C, com tardes mais amenas. O ar seco e o tempo aberto favorecem ainda a formação de nevoeiros em cidades como Curitiba, Campinas e Grande SP, o que pode dificultar a mobilidade urbana nas primeiras horas do dia.

Para além do desconforto térmico, o alerta de especialistas está voltado principalmente para os efeitos do frio sobre o sistema cardiovascular. De acordo com o Dr. Marcelo Augusto Okamura, diretor de Growth Emergency do Grupo Med+, as baixas temperaturas exigem esforço extra do coração, o que aumenta de forma significativa o risco de infartos e AVCs, sobretudo em idosos e pessoas com histórico de hipertensão ou doenças cardíacas. “O frio provoca uma constrição dos vasos periféricos, o que faz com que o coração precise bombear com mais força para manter o fluxo sanguíneo. Isso eleva a pressão arterial e sobrecarrega o sistema cardiovascular, aumentando o risco de eventos graves como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral”, explica Okamura. Ele ressalta ainda que o frio afeta a composição do sangue, tornando-o mais viscoso e propenso à formação de coágulos. “É justamente por isso que a hidratação constante é essencial nesse período: ela ajuda a manter o sangue fluido e diminui o risco de trombose”, completa.

Segundo o médico, períodos de frio intenso estão diretamente associados ao aumento da mortalidade cardiovascular. Ele aponta que a mortalidade durante baixas temperaturas pode superar 22%, sendo que infartos e AVCs respondem por mais de um terço dessas mortes. “O risco é ainda maior quando há histórico de doenças cardíacas mal controladas ou presença de fatores como sedentarismo, obesidade, tabagismo e uso irregular de medicamentos. O Dr. Okamura reforça que manter hábitos saudáveis ao longo do ano é essencial para reduzir a vulnerabilidade durante o inverno. “Uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercícios e o controle de comorbidades são a base para a prevenção”.

Em relação aos sintomas, sinais como dor no peito, falta de ar, tontura, sudorese excessiva, confusão mental e cansaço extremo não devem ser ignorados. “Esses sintomas indicam que algo pode estar errado com o coração ou com a circulação cerebral. Nessas situações, é fundamental procurar um pronto-socorro imediatamente para avaliação. O tempo é determinante nesses casos”, afirma. Com o avanço da frente fria sobre as regiões mais populosas do país, o apelo é para que a população não apenas se proteja do frio, mas também se atente aos sinais que o corpo emite. “A maioria dos casos de infarto e AVC pode ser evitada com prevenção e resposta rápida. O que precisamos é de consciência e atenção. Cuidar do coração é ainda mais importante quando o termômetro despenca”, finaliza Okamura.

 

Fonte: Gueratto Press

 

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