Febre do álbum da Copa reacende #consumo impulsivo e exige #controle #financeiro do #brasileiro

Reportagem: Carolina Lara

A proximidade da Copa do Mundo volta a movimentar o consumo no Brasil, impulsionada pela tradicional corrida para completar o álbum de figurinhas. O fenômeno, que se repete a cada edição do torneio, ganha força em um momento de atenção redobrada com as finanças: levantamento do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgado em 2025, aponta que 46% dos brasileiros admitem fazer compras por impulso com frequência, especialmente em períodos sazonais.

Para especialistas, a combinação entre apelo emocional e compras recorrentes pode gerar impacto relevante no orçamento.

Ricardo Hiraki, sócio-fundador da Plano Fintech e especialista em educação financeira, afirma que o comportamento coletivo intensifica o consumo. “A Copa cria um senso de pertencimento. As pessoas querem participar, completar o álbum, trocar figurinhas. Isso ativa o efeito manada e faz com que decisões financeiras sejam menos racionais”, diz.

O movimento não se limita ao entretenimento. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), datas e eventos específicos elevam temporariamente o consumo das famílias, muitas vezes sem planejamento prévio.

No caso das figurinhas, o impacto se dilui em pequenos valores, o que dificulta a percepção do gasto total. “Um pacote parece barato, mas a repetição diária ou semanal transforma isso em um valor significativo no fim do mês”, afirma o especialista.

A dinâmica evidencia um padrão comum no consumo impulsivo. Pequenas compras recorrentes, associadas a estímulos emocionais, passam despercebidas no dia a dia, mas comprometem a organização financeira. “O problema não é o álbum em si, mas a falta de limite. Quando não há planejamento, o hobby deixa de ser lazer e passa a gerar descontrole”, afirma.

Além do impacto direto no orçamento, o comportamento revela fragilidades na educação financeira. A ausência de planejamento para gastos sazonais tende a se repetir em outros momentos, como datas comemorativas e promoções. “Quem não se organiza para um evento como a Copa provavelmente também terá dificuldade em outras situações de consumo emocional”, diz.

O especialista aponta cinco formas de evitar gastos impulsivos com o álbum da Copa e proteger o orçamento

Diante do aumento dos gastos impulsivos, o especialista aponta medidas práticas para manter o equilíbrio financeiro durante períodos de maior consumo:

 

•  Definir um limite de gasto antes de começar

Estabelecer um valor máximo para investir no álbum ajuda a evitar excessos e mantém o controle ao longo do processo.

•  Acompanhar os gastos ao longo das semanas

Registrar cada compra permite visualizar o total acumulado e ajustar o comportamento antes que o orçamento seja comprometido.

•  Priorizar trocas em vez de novas compras

Participar de grupos e encontros para troca de figurinhas reduz a necessidade de adquirir novos pacotes.

Evitar compras por impulso em momentos emocionais

Reconhecer o impulso e adiar a decisão de compra pode reduzir gastos desnecessários.

• Incluir o gasto no planejamento mensal

Tratar o álbum como uma despesa planejada, e não eventual, ajuda a manter a organização financeira.

Para o especialista, o principal ponto é a consciência sobre o próprio comportamento. “Não se trata de deixar de participar, mas de fazer isso com clareza. Quando o consumidor entende para onde o dinheiro está indo, ele passa a ter mais controle e toma decisões melhores”, afirma Ricardo Hiraki.

 

 

Fonte: Lara Visibilidade Estratégica

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