Reportagem: Denise Carvalho
Com a retomada das rotinas presenciais e jornadas de trabalho mais longas, as creches para animais de estimação se consolidaram como alternativa para garantir estímulo, socialização e gasto de energia ao longo do dia. No entanto, antes de inserir o pet nesse ambiente coletivo, é fundamental adotar uma série de cuidados para proteger não apenas o próprio animal, mas também os demais pets que frequentam o espaço.
A médica-veterinária Vanessa Barreto, da Pet Life, plano de saúde para pets, reforça que a preparação começa antes mesmo da matrícula. “Ambientes compartilhados exigem protocolos rígidos de saúde. O tutor precisa entender que a creche é positiva, mas só é segura quando o animal está com o acompanhamento veterinário em dia e apto para o convívio coletivo”, explica.
Confira as principais orientações:
- Vacinação atualizada é indispensável
Para cães, normalmente são exigidas as vacinas múltiplas (V8 ou V10), antirrábica e vacina contra gripe canina. Para gatos, protocolos como V3, V4 ou V5 e antirrábica são fundamentais. A carteirinha deve estar dentro do prazo de validade. - Consulta veterinária recente
Uma avaliação clínica antes de iniciar a creche ajuda a identificar doenças silenciosas e garante que o pet esteja saudável para atividades físicas e interação com outros animais. - Exame de fezes e controle de parasitas
Vermifugação atualizada e uso regular de antipulgas e carrapaticidas reduzem o risco de contaminação coletiva. Algumas creches também solicitam exame coproparasitológico recente. - Castração pode ser exigida
Muitos estabelecimentos solicitam que o animal seja castrado, especialmente após atingir maturidade sexual, como forma de reduzir conflitos, comportamento territorial e risco de fugas. - Avaliação comportamental e período de adaptação
Nem todo animal se sente confortável em ambientes com grande estímulo. Creches responsáveis costumam realizar testes de sociabilidade e adaptação gradual. - Atenção redobrada com pets idosos ou com doenças crônicas
Animais com problemas cardíacos, respiratórios, ortopédicos ou metabólicos precisam de liberação veterinária específica, já que a rotina pode envolver intensa atividade física.
Segundo Vanessa, o planejamento prévio evita situações de risco e reduz a chance de emergências. “Além da vacinação e dos exames básicos, é importante que o tutor mantenha consultas periódicas e acompanhamento contínuo. Ambientes coletivos aumentam a exposição a agentes infecciosos, por isso a prevenção deve ser reforçada”, destaca.
Fonte: Agencia Máquina CW
